Casamento, Comportamento, Textos

Casamento – Como é a convivência?

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Essa pergunta pode ser respondida com apenas duas palavras: muito difícil.

Acredito que o primeiro ano de casamento seja o mais complicado de todos porque duas pessoas criadas durante a vida toda com rotinas, costumes e manias diferentes se juntam do nada tentando formar uma família e um lar.

Tudo fica complicado até as coisas se ajustarem.

Meu marido levanta dez mil vezes por noite pra tomar suco e ir no banheiro. Eu durmo (ou melhor, dormia) a noite inteira sem nem me mexer.

Meu marido pendura a toalha na porta. Eu tinha um mini infarto quando via, mas tive que me acostumar. A casa é dos dois.

Eu quando estou com preguiça deixo a casa de pernas pro ar e suja, sem nenhum problema. Meu marido tem ataque de limpeza e começa a limpar tudo ele mesmo.

E assim vamos.

Nas primeiras semanas é tudo lindo porque vocês ainda acham que não estão na casa de vocês e ficam com receio de tudo. Só que o tempo passa e a rotina se estabelece, a casa vira o lar e aí vocês começam a realmente descobrir com quem vocês se casaram.

É um processo lento e doloroso que necessita de muita conversa e você vai ter que ceder muito para o casamento dar certo.

Não adianta querer que tudo seja do seu jeito porque a casa é dos dois. Cada um vai ter que abrir mão de várias coisas se quiserem continuar junto.

O que é certo e comum pra um pode ser errado e horrível pro outro e vocês vão ter que ir se ajustando.

Eu, por exemplo, acho horrível a tal toalha pendurada na porta, mas, sei que ele foi criado a vida inteira fazendo isso, então, só tiro de lá quando vai ter visita em casa. Nem olho pra porta, assim não vejo a toalha e a vida segue.

Meu marido acha errado cachorro dormir no quarto (não é nem na cama, é no quarto), só que eu sou apaixonada por cachorro, então, a noite eu levo a caminha da minha princesa pro quarto e ela dorme lá, porque, ele sabe o quanto vai doer em mim e me irritar se ele encrencar com isso.

Se um gosta de comer sempre na rua e o outro sempre em casa, entrem em um acordo: vocês podem comer dia de semana em casa e final de semana na rua. Ou podem escolher um dia durante a semana pra ir jantar naquele restaurante que o outro adora.

Não é o meu caso porque isso é uma das questões que a gente concorda: comemos praticamente sempre em casa e quando os dois estão com preguiça de cozinhar ou com vontade de comer fora, comemos.

Tudo, TUDO MESMO, é questão de conversa. Não de briga, é de diálogo. Sempre vai ser preciso abrir mão e a gente tem que aprender a aceitar isso.

Meu marido precisa acordar 6h30 da manhã pra trabalhar. Eu poderia acordar somente 8h. Mas, aproveito que já vou ter que ouvir o barulho do despertador dele, levanto, tomo meu banho, dou um jeito na casa, tomo meu café, me arrumo, tudo na calma, porque tive mesmo que acordar mais cedo. Já me acostumei. Não dói mais.

Eu tive que abrir mão. Assim como meu marido também teve que abrir mão de várias outras coisas.

Nós estamos deixando costumes e manias de uma “ex” família para trás para criarmos a nossa própria família, com o nosso jeito, nossos costumes, nossas manias, nossa rotina.

E devemos lembrar sempre que não existe certo e errado. Existe a maneira que você está acostumada e a maneira que o outro está acostumado.

Ceder é uma das palavras chave.

Não é fácil. Se você for uma pessoa mimada será menos fácil ainda.

Mas não é impossível.

Seja o melhor que você puder ser. Faça a sua parte. Tente fazer dar certo.

E lembre-se, você prometeu, perante Deus e homens que seria “…até o último dia de nossas vidas”.

Beijos!

 

 

 

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