#meuape, Casamento

Meu apê: como escolhi, como comprei…

Lá no instagram @daicravo várias meninas vivem me perguntando sobre o apê que vou morar quando casar. Agora tô na fase da reforma então vira a mexe posto alguma foto e vem as dúvidas. Resolvi então fazer esse post pra explicar um pouquinho pra vocês como foi todo o processo de escolha, compra, até agora.

Comprei o apartamento faz um pouco mais de 4 anos se não me engano. Sim, nessa época nem sonhava em conhecer o meu noivo. Mas, meu pai veio com a ideia de dar a entrada e eu assumir as prestações, assim, eu teria um teto quando resolvesse sair de casa (até porque na época ninguém colocava fé que um dia eu me casaria hahaha).

Começamos a busca por apartamentos na planta e pequenos. Rodamos a cidade toda, fomos em todos os bairros onde eu gostaria de morar.

Mesmo ouvindo muitas reclamações sobre a MRV a gente, depois de muita busca e pouco sucesso, decidiu fechar com um empreendimento da empresa, do outro lado da cidade, onde eu morava antes. Já estava tudo fechado, recebi os contratos e era só assinar. Até que ao ler os contratos eu e meu pai percebemos que em nenhum lugar estava MRV. A construtora simplesmente não botava a cara tapa pra nada. O responsável pelo empreendimento era o próprio empreendimento. A razão social e o CNPJ que constava em tudo era o do condomínio e não o da MRV, ou seja, quem eu iria processar se alguma coisa desse errado? Questionamos a corretora, ela foi atrás, e no fim das contas era desse jeito mesmo e então desistimos de comprar. Graças a Deus, porque depois ficamos sabendo de coisas horríveis da MRV, até fiz um post sobre isso no outro blog.

Recomeçamos a busca do zero novamente tirando da lista todos os empreendimentos da MRV.

Eu queria um apê pequeno (50 mts²), 2 quartos, não precisava ter suíte e nenhum luxo. Tá vendo como eu não sou blogueira mesmo? hahahahaha #entendedoresentenderão

Um belo dia fomos todos ver um apartamento decorado num bairro aqui perto de casa mesmo. O apartamento era lindo (gente, não lindo de novela, lindo pra minha realidade) e todo mundo se apaixonou. O problema é que ele estava quase pronto, faltava meses pra entregar e por isso o valor de entrada teria que ser maior.

Fomos embora meio tristes. Mas como Deus sempre foi maravilhoso comigo conseguimos comprar o apartamento.

Meu pai deu a entrada e eu assumi as prestações. Fiz financiamento pela Caixa Econômica a perder de vista porque né, sou pobre. Ia pagando quase nada até a entrega das chaves e depois comecei a pagar as prestações no valor normal.

O apartamento foi entregue uns 6 meses antes do previsto. Como eu não tinha condições de morar sozinha e nem ia casar eu aluguei. Mas com muita dor no coração.

Aluguei por imobiliária pra um casal por 2 anos e depois particular por mais 2 anos. Uma dica: NUNCA alugue nada no particular porque aí você terá as dores de cabeça com o inquilino. Mil vezes melhor alugar com imobiliária, porque aí ela resolve tudo. Só Deus e eu sabemos a dor de cabeça que foi na reta final do último inquilino, e eu precisando do apartamento já que vou casar. Quando finalmente ele me entregou as chaves eu quis soltar fogos.

Bem, sobre a compra em si: você vai precisar de um valor para dar de entrada. Geralmente gira em torno de 20% do valor do imóvel. Algumas construtoras pedem esse valor a vista, outras parcelam até a entrega das chaves, enfim, cada caso é um caso. Acredito que essa seja a parte mais complicada pra quem quer comprar porque hoje em dia um apartamento não sai por menos de R$150 mil, ou seja, uns R$30.000 só de entrada. Se você tiver um bom valor de FGTS ajuda.

O financiamento vai depender muito da sua renda, estado civil e tudo mais. Dependendo do valor do imóvel e do seu rendimento você consegue inclusive entrar no programa Minha Casa Minha Vida. Aqui na minha cidade tem vários empreendimentos dentro do programa, é bem legal conferir e ver se você se encaixa nos requisitos. E não, essa parte do programa do governo não é aquela que o próprio governo constrói e sorteia as casas, é um outro seguimento, você compra um imóvel normal, mas que o valor dele e o valor da sua renda se adequa ao programa e você ganha um valor de subsídio do governo.

Pela Caixa geralmente o financiamento é feito em 360 meses, ou seja, 30 anos. Pra um imóvel próprio eu não vejo problema nenhum, mas sei que tem gente que não quer ficar pagando todo esse tempo, então, minha dica é: fique rico.

Como disse pra vocês, agora tô na fase de reforma do apartamento, se vocês quiserem eu faço post falando sobre 🙂

Beijos!

Comments

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    • Muito legal saber Dai, dos perregues, das coisas boas, e da burocracia…
      Sou super a favor de diquinhas de decoração <3

      Beijos
      Camila

      http://www.sejabelissima.com.br

      • É bom pra gente que ver que não é tão fácil como parece ser para os outros né? hahaha <3

    • Taize Duarte

      Dai, o nome da construtora muitas vezes não aparece nos contratos de Compra e Venda, pois as empresas são SPE (Sociedade para fins Específicos), são criadas para controlar toda a receita e despesa da obra, garantindo assim a segurança em relação a parte financeira da obra, essas empresas são constituídas (contrato social) pelas empresas, também conhecidas como Holding, assim, por traz da empresa do contrato tem a outra, aquela com nome comercial que conhecemos. Beijos e boa sorte com a vida de casada.

      • Taize, obrigada pela informação 🙂 Mas MRV é furada mesmo hahaha <3