Superação

Superação V – Por Dai Cravo

Sim, o post de superação dessa semana será com a minha pessoa! haha A ideia de escrever isso tudo que vocês vão ler hoje aqui surgiu quando tive a ideia da tag nova para o blog e ficou mais forte quando, esses tempos atrás, apareci em um blog que fica zuando blogueiras (?). Não, o post no blog em questão não me abalou, apenas me fez refletir o quanto as coisas foram mudando e o quanto as pessoas tem medo de se expor.
Então, aí vamos nós:

Fui muito magra até meus 16 anos: sem peito, sem bunda, sem perna. Até os 15 só usava roupas largas, não colocava nenhuma roupa que mostrasse minhas pernas e no colégio até pedia para os meninos me darem as calças de uniforme que estivessem sobrando (estudei no Colégio da Embraer, lá eles dão uniformes e menina não podia pegar uniforme de menino, eu tinha que pedir para os amigos mesmo).
Nunca tive problema de ser rejeitada nem nada. Sempre tive meus namoradinhos, as paquerinhas, mas EU não me aceitava do jeito que era, EU tinha vergonha do meu corpo, EU me achava inferior a qualquer outra menina.
Quando entrei na faculdade, com 17 anos, comecei a “me soltar” mais e a não me importar em usar roupas curtas, justas, que mostrassem a perna. Mas o meu complexo de inferioridade e a minha baixa auto estima ainda não haviam passado. E quando a pessoa é complexada não adianta os outros elogiarem, é bem complicado.
Com 19 anos comecei a “encorpar”, e pela lógica, era para o complexo sumir. Já não era mais super magrela. Mas não, não passou e eu fiquei praticamente um ano inteiro sofrendo tentando descobrir quando tinha começado esse complexo, tentando desvendar o motivo de sempre me achar pior que qualquer outra mulher: mais feia, mais estranha, tudo, me via inferior em tudo.
Com 20 anos decidi que iria colocar silicone, porque desde sempre meu maior trauma foram os seios pequenos. Estava tudo certo, já tinha ído no médico, já sabia de onde ia tirar dinheiro, já tinha conhecimento de todos os riscos e complicações, etc etc etc, até que meus pais resolveram me proibir de fazer a cirurgia. Esse foi o maior baque pra minha auto estima. Passei semanas chorando (a Mari acompanhou bem isso e me ajudou muito muito muito), foi horrível, horrível mesmo. Tentei procurar psicólogo, mas além da vergonha de chegar lá e falar “ó, me sinto uma merda!” pra um estranho, ainda rola que convênio e psicólogos não devem ser muito amigos porque não achei nenhum, enfim…
Eu via pessoas com silicone e chorava, eu via menina de peito bonito e chorava, eu via atriz com silicone e chorava… a coisa chegou em um nível tenso.
Passei cerca de uns 6 meses com problemas sérios de aceitar a não colocação do silicone e 1 ano ainda meio baqueada.
O tempo passou e hoje em dia consigo me aceitar melhor do jeito que eu sou.
Não me acho bonita, não me acho com um corpo bom, mas consigo olhar para o espelho e aceitar o que vejo ali. Consigo me comparar muito menos com os outros e ver mais minhas qualidades.
Só consegui melhorar com ajuda dos amigos e do namorado. Foi muita conversa, muito choro, muitas noites pensando no motivo dessa falta de confiança toda.
Então meu conselho é: está com algum problema, está com alguma dificuldade? Não se feche! Procure pelo menos uma pessoa com quem você possa conversar abertamente e contar tudo o que está se passando com você.

🙂

Quem quiser ter sua história publicada aqui no blog é só enviar um email para tpmmoderna@gmail.com com o assunto Superação contando sua história de superação 🙂

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